sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Sabe-tudo

Mesmo sem falar ainda (só agora a Marina está começando a falar algumas palavras, e ainda me parece tudo meio errático, meio aleatório), é claro que ela já entende t-u-d-o que a gente fala. Ela é capaz de obedecer todos os simples comandos que damos, como "pega a boneca", "fecha a gaveta", "chama o papai", "deita para dormir".

A compreensão só não alcança se começamos a complicar um pouco, como, "pega a bola azul", sendo que tem milhares de bolas em volta. Mas dá para perceber claramente que é uma questão de vocabulário.

Adoro ver essa evolução do bebê e fico lembrando dos marcos de sentar, levantar e andar. Cada um desses momentos é tão bom, tão libertador para pais e bebês, que fico só pensando como vai ser quando chegarmos o nosso próximo marco: o falar.

Expectativa nota dez! Fala logo, Marina! Mas sem pressão, tá?

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Brincando com criança

Outro dia, li um post de uma mãe que tem dificuldade de brincar com seu filho e acaba caindo muito na rotina do dia-a-dia de trocar fralda, dar banho, dar comida, e acaba achando que o vínculo entre eles não é tão próximo.

Além dos passeios (tema que eu adoro e sempre tento inventar mais), também acho muito importante saber brincar com a criança e aproveitar todos os momentos ao lado dos filhos. Senão, realmente corremos o risco de entrar na espiral da rotina e não conseguir sair dela nem nos fins de semana, afinal criança dá trabalho sempre, e não só durante a semana.

Por isso, até a troca de fralda pode virar um momento divertido. No trocador, sempre temos brinquedinhos e uma caixinha música, além de várias brincadeiras de beijo na pança, no pé, no pescoço, no suvaco.

O banho então, nem se fala. Na prática, dar banho na Marina é coisa que poderia levar 5 minutos. Mas leva entre 15 e 20. Por quê? Porque ela adora e fica horas na banheira brincando. Jogamos água para cima, lemos livro, brincamos com aqueles brinquedos que jorram água e, mais recentemente, brincamos de relaxar. Eu pergunto se a Marina não quer relaxar e ela deita a cabeça na minha mão e fica lá boiando, toda gostosa. Quando está na hora de sair do banho, eu aviso a ela e nos despedimos da água, para o corte não ser muito abrupto.

Da comida nem se fala, né?! Se eu e o Dani adoramos a hora da refeição, por que nossa filha também não haveria de gostar?

Fora isso, temos que descobrir as coisas de que gostamos e explorar isso junto com a criança. Gosta de desenhar, estenda uma folha de papel pardo, daquelas enormes, coloque a criança em cima e desenhem juntos. Gosta de cozinhar, faça um biscoito, dê um pouco de massa para a criança brincar e depois vocês ainda podem comer o resultado da brincadeira. (Quero fazer isso há várias semanas, mas ainda não consegui...) Gosta de ler, leiam juntos. Gosta de ver TV, assistam um filme ou desenho juntos. Vejam revistas, passeiem na rua. Tem que sentar no chão e brincar de montar ou encaixar junto. Nem sempre é o que você gostaria de fazer naquele momento, mas fazer o que, né?!

Nem preciso dizer que minha mãe era a mestre nas brincadeiras, né?! Tínhamos um circuito de jogos. Ela dispunha vários jogos na mesa de jantar e nós íamos rodando de um em um. Primeiro, jogávamos um, aí íamos para o outro, e assim por diante, até dar a volta na mesa. Fora a diversão do jogo em si, ainda tinha o inusitado da coisa, que só torna a brincadeira ainda mais divertida.

A internet é um fonte inesgotável de brincadeiras divertidas ou coisas DIY para fazer com as crianças. Procure, aventure-se, divirta-se. Oportunidades como essa ajudam a criar um vínculo ainda maior entre mãe e filho.

Ideias bacanas para divertir

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Deitando para o Nana, Nenê

Já sei que essa história do Nana, Nenê já deu, mas é que eu acho tudo tão incrível que não consigo parar de falar sobre isso. Inclusive, sempre que me surpreendo com alguma coisa do Nana, a primeira coisa que faço é ligar para a Rita, minha super amiga que me deu o livro e mudou a minha vida!

Há uns 10 dias, passamos por uma fase complicada no sono. (Elas vêm e vão!) Por mais que a Marina conseguisse dormir super bem, estava acordando muito cedo (tipo 4h30, 5h, 5h30). Era só eu tirar ela do berço que ela praticamente se jogava em direção à porta do quarto, daí para a sala e da sala para a cozinha. Deve ser fome. E eu preparava a mamadeira, deitava ela na minha cama para mamar e dormíamos as duas quase até 7h da manhã. Beleza! Depois de umas três noites assim, eis que ela resolve acordar às 2h30 da manhã. Eu, que já tinha esquecido do método nos dias anteriores, continuei deixando-o esquecido. Fui até o quarto, já sabendo que eram duas e meia (!) e peguei ela no colo. Foi duro controlar o bebê se jogando em direção à porta, mas não, resolvi que não ia dar uma mamadeira no meio da madrugada. Fiquei com ela no colo, no quarto. Demorou bastante até ela se acalmar. Peguei todas as almofadas de futton e espalhei no chão, e nos deitamos eu e ela. Foi um caos. As almofadas escorregavam no chão e iam abrindo um espaço entre elas, aí caia um braço, uma perna, um bebê inteiro. E ela acordou de hora em hora. Também, né, eu não diria que a situação estava cômoda.

Depois dessa noite, decidi que voltaria a aplicar o Nana, Nenê. Nada como uma mãe segura para conseguir convencer um bebê com facilidade, espantando os medos e alcançando todos os objetivos! Na primeira noite, quando ela acordou, fui até o quarto, me ajoelhei do lado do berço e abracei ela (ok, sei que não é isso que o método prega, mas foi a minha adaptação, minha licença poética). Ela se acalmou com o abraço. Falei com muito carinho, explicando que ainda não era hora de acordar, que estava escuro, que ela precisava dormir mais um pouco e que eu ia estar no quarto ao lado caso precisasse de alguma coisa. Então, eu ia ajudá-la a se deitar para ela continuar dormindo. Deitei a Marina no berço, e saí do quarto. Antes mesmo de eu sair, ela já tinha levantado e estava chorando. Assim que fechei a porta do quarto, o choro parou. Sério, parecia mágica! No dia seguinte, já consegui deitá-la sem choro. E saí do quarto. Por fim, ontem à noite, ela acordou à 1h30. Fui até o quarto dela, me ajoelhei, abracei e disse que ela precisava se deitar para dormir mais um pouco, que ainda estava escuro, senão ela ia ficar muito cansada no dia seguinte. Adivinhem o que aconteceu? Ela deitou no berço sozinha e dormiu. Gente, quase choro de orgulho e emoção sempre que lembro disso. Essa criança não existe, né?! Nem esse método!


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A festa das bonecas

Outro dia, combinei de encontrar com a minha mãe na minha casa. Como ela tinha médico ali perto, chegaria antes de mim e ficaria nos esperando um pouco. Aí, quando eu estava pegando a Marina, ela me liga e diz que temos que avisar antes de entrar, porque ela tem uma surpresa.
Obedeci. Cheguei com a Marina dormindo, mas toquei a campainha. Ela não viu a arrumação da sala assim que chegou, mas acho que isso não prejudicou o efeito em nada. 
As três bonecas (minnie, dêti e bebita) estavam sentadas em suas cadeiras lendo um livrinho. E tinha outro livrinho aberto no lugar da Marina. 
Existe delicadeza maior? E criatividade? E amor? Lindo demais, né não?
Na hora, ela acordou meio devagar e nem curtiu muito, mas deixamos assim até o dia seguinte, quando lemos o livros e brincamos com as bonecas. 
Adorei, mãe!!!